CURIOSIDADES: No passado, até cinco pessoas eram necessárias para pilotar um avião

Radioperador - Acervo Museum of Flight - Acervo Museum of Flight
Imagem: Acervo Museum of Flight.

As cabines de comando dos primeiros grandes aviões comerciais eram repletas de instrumentos para controlar todos os sistemas do voo. Com a evolução, todos aqueles “botões” foram substituídos por telas coloridas. Assim, algumas funções a bordo foram extintas. Esse trabalho já chegou a ser realizado por até cinco pessoas dentro do cockpit (cabine), hoje é realizado por apenas dois pilotos.

É muito provável que no futuro até esses dois pilotos sejam dispensados. Há quem defenda a redução para apenas um piloto no comando dos aviões, mas existem projetos que podem eliminar completamente a presença deles. A Airbus já desenvolve um sistema autônomo de voo e fez testes com sucesso em um avião real.

Excluir a presença do piloto no avião pode ser algo aparentemente impensável, mas o mesmo já foi dito um dia sobre outras funções a bordo da cabine de comando das aeronaves. Engenheiro de voo, navegador e operador de rádio de voo são funções que ficaram na lembrança. Veja o que esses profissionais faziam.

Engenheiro de Voo

A antiga Lei do Aeronauta definia a profissão pelo nome de “mecânico de voo”. Pela lei, o profissional era definido como “auxiliar do comandante, encarregado pelas operações de controle de sistemas diversos conforme especificações dos manuais técnicos da aeronave”.

Essa função surgiu nos anos de 1930, com os grandes aviões anfíbios quadrimotores. O aumento do número de motores elevou a carga de trabalho abordo da cabine de comando, tornando inviável que os pilotos controlassem o voo e também monitorassem todo os sistema.

Para evitar uma sobrecarga que colocasse o voo em risco, foi criada a função mecânico de voo. Sentado atrás dos pilotos, a função principal era a operação e monitoração de todos os sistemas do avião para diagnosticar e corrigir qualquer falha que pudesse surgir, além de orientar os pilotos.

O Boing 737, desenvolvido na década de 1960, foi o primeiro avião projetado para eliminar a necessidade de um engenheiro de voo. Por ser pioneiro, enfrentou a resistência de sindicatos, que não aceitaram a eliminação desse tripulante na cabine. A situação, entretanto, foi revertida logo depois e o avião passou a voar somente com piloto e copiloto.

A extinção ganhou força nos anos de 1980, com o desenvolvimentos de aviões que passaram a utilizar sistemas computadorizados. Todo o trabalho realizado pelo engenheiro de voo passou a ser feito pelos computadores. Os primeiros aviões a abandonar esse tripulante foram o Boing 767, e algumas versões do Airbus A300.

Navegador de Voo
Navegador de voo - Divulgação/ Pan Am Foundation - Divulgação/ Pan Am Foundation
Imagem: Divulgação/ Pan Am Foundation.

O navegador era definido por lei como o “auxiliar do comandante, encarregado por cuidar da navegação da aeronave quando a rota e o equipamento assim exigirem, a critério do órgão competente do Ministério da Aeronáutica.

Quando a lei foi sancionada em 1984, essa já era uma função praticamente em extinção. Ela só existia em aviões muito antigos. Durante muitos anos, o navegador foi de suma importância para orientar os pilotos na rota correta.

Sem os sistemas modernos de localização, os navegadores eram responsáveis por cálculos complexos para orientar a posição correta do avião. Em muitas ocasiões, seguiam a navegação celestial orientados pelos astros no céu, principalmente quando sobrevoavam oceanos ou áreas remotas.

Rádio Operador de Voo

Uma das primeiras funções a ser eliminada da cabine de comando dos aviões foi a de Rádio Operador. Esses profissionais eram mais comuns até a metade do século passado, quando os sistemas de comunicação ainda eram bastante complexos. Naquela época, o rádio de um avião era complexo e de difícil manuseio, em alguns casos, a comunicação era feita por mensagens telegráficas ou até mesmo Código Morse.

A evolução dos rádios foi bem mais veloz que os outros sistemas, dispensando o profissional dessa área. Hoje, basta o piloto apertar um botão para conversar com o controle de tráfico aéreo.

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