Suicídio e depressão: a importância de falar sobre os assuntos

Foto por Pexels.com

Ontem (10/09), foi o Dia Mundial de Combate ao Suicídio. O mês de setembro por si só já nos remete a falar sobre a saúde mental, suicídio e depressão. Contudo, devemos ter a consciência de que estes são temas que precisam estar em foco durante o ano todo e não apenas no Setembro Amarelo.

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio já é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos por todo o mundo. No Brasil, ainda segundo dados da OMS, cerca de 32 pessoas tiram a própria vida diariamente, o que faz ser a quarta maior causa no País. Somente em Caxias do Sul, de janeiro à junho de 2019, foram registradas 284 tentativas. Em 2020, também de janeiro à junho, foram 396.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou, nesta quinta-feira (10), que a pandemia pode aumentar os fatores de risco para o suicídio. A entidade também incitou as pessoas a falarem abertamente e de forma responsável sobre o assunto. Assim, o objetivo é que mesmo com o distanciamento físico, as pessoas permaneçam conectadas com familiares e amigos e aprendam a identificar os sinais de alerta.

A psicóloga Ana Luiza Luiz explica quais são estes sinais e como podemos ficar atentos a eles. “É fato que a depressão é o principal fator de risco para se chegar ao suicídio, mas não o único. É importante ficarmos atentos aos sinais, como uma mudança de comportamento, um sentimento de tristeza prolongado, variações de humor, falta de vontade para fazer coisas que antes davam prazer ou satisfação, além da falta de energia e cansaço constante, entre outros”, comenta.

Por fim, ela salienta que conversar e procurar ajuda é a solução para tratar de ambos os problemas. “As pessoas precisam saber que não estão sozinhas e que podem e devem procurar ajuda. Podem conversar com algum amigo, familiar ou outra pessoa de confiança. Contudo, é importante que não deixem de procurar uma escuta e uma ajuda profissional também. O psicólogo saberá a melhor forma de tratar o paciente para que ele se cure e consiga ter uma melhor saúde mental”, conclui.

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